O Impacto da pandemia no setor de eventos

Eventos na pandemia

Salve família!!!! Chaene Da Gama aqui mais uma vez, “online e roteando” nas teclas! Como estão? Espero de verdade, que esteja todo mundo bem. Trago aqui mais um texto pra gente “assuntar” e já começo com uma pergunta; – O que vocês costumavam fazer após o expediente de trabalho ou nos finais de semana antes da pandemia? Vou dar um tempo pra você pensar… e ae?

Pois é meus amigos, parece que foi ontem né?  Mas o mundo todo está vivendo esse “novo normal” há um ano, sim um ano de “Quarentena” e isolamento social. Durante esse período muitas vidas foram levadas por essa terrível doença infelizmente, e, todos nós de certa forma estamos sendo impactados diretamente pelo Covid-19.

O mundo ainda vive essa incerteza, economicamente, por exemplo, os danos causados aos “PIBs” de diversas nações são imenso, mais uma vez é preciso ressaltar que não há dinheiro que pague ou traga de volta as milhões de vidas perdidas (Cerca de 2.500.000 no mundo, quase 250 mil somente no Brasil). Diversos setores foram afetados desde então, mas um dos mais abalados com tudo isso com toda e absoluta certeza é o setor de eventos, não só no Brasil é claro, afinal a pandemia atingiu o mundo todo.

Só no Brasil até hoje, por exemplo, mais de 350.000 eventos (de diversos formatos) já foram cancelados, e, ainda seguem sendo adiados, isso já gerou um prejuízo de mais de 90 bilhões de reais à indústria do entretenimento e afetou mais de 550.000 empregos diretos fora os indiretos.

Voltando a minha pergunta, e vamos trazer isso para a minha realidade, por exemplo, como muitos sabem e está ali na minha biografia, sou músico e estou ligado a cultura há décadas (Hey não sou tão velho assim não hein??? veja lá!!!), eu sei como as coisas funcionam e vivo essa realidade.

A situação aqui em Uberaba

Uberaba hoje possui mais de 330 mil habitantes, segundo Fred Masson Presidente do “SINHORES” (Sindicato dos Proprietários de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Uberaba) segundo o último levantamento a cidade possui hoje cerca de 2.000 estabelecimentos, incluindo hotéis, bares, restaurantes e casas de evento. Esses locais empregavam até então cerca de 10.000 pessoas, lembrem-se estamos falando apenas de Uberaba. Levem essa conta para o país e o mundo todo. Muitas pessoas ao saírem do trabalho no fim da tarde costumavam ir a algum “Happy Our”, aquele “barzinho” pós-expediente com os amigos, pra aliviar a tensão do dia, durante a semana e é claro nos ‘’FDS”, vale lembrar que muitos desses lugares funcionavam de segunda a sexta, entendeu agora? Fora os outros tantos eventos que sempre aconteciam, atendendo diversas tribos e estilos.

Então pare e pense um pouco, qualquer lugar, ainda que fosse o menor dos barzinhos, sempre tinha alguém fazendo um “voz e violão”, ou comandando as “pick-ups” /“CDjs” , ou simplesmente sendo ‘DJ” de “PenDrive”/ “Playlist”  que seja, isso  gera renda para o proprietário, o músico, o garçom, a pessoa  que aluga o som,  a pessoa que está  na cozinha enfim até o motorista do aplicativo é beneficiado de alguma forma. Agora imagine por um momento os grandes eventos que geravam milhões, bilhões em receita e empregavam milhares de pessoas direta e indiretamente. Muita gente vivia exclusivamente disso, e simplesmente tudo parou de uma hora para outra, tudo isso graças a um vírus que nos impede de socializar, de estarmos todos juntos. Com milhares e milhares de eventos cancelados ao redor de todo o mundo.

Os impactos ao setor como eu já disse é gigantesco e afeta ainda mais os pequenos artistas aqueles que buscam seu lugar ao sol, aquele seu amigo que tocava por  “couvert” nos “butecos” da vida , que fazia ou estudava teatro, o locador de som, o dono do “barzinho”, aquela pessoa que investiu sua grana em uma casa de show, o cara que viajava montando palcos nas diversas feiras e shows no país, enfim, essas pessoas, diferentes dos grandes empresários e artistas mais do que consagrados, estão agora com toda certeza passando um grande perrengue, se reinventando e fazendo o que podem para sobreviver.

No Brasil a Deputada Benedita Da Silva criou a “Lei emergencial Aldir Blanc” que foi aprovada às pressas pelas diversas esferas do governo brasileiro, devido a gravidade e necessidade da classe, ela beneficiou e tem beneficiado através de editais, diversos setores artísticos, por meio de projetos como “Lives”, “Drive In” e outras formas de produzir conteúdo através principalmente da internet. Vale lembrar que o país também ajudou através do “Auxílio Emergencial”, milhões de desempregados durante alguns meses, tamanha a crise vivida nesse período.

Show suspenso na pandemia
Banda Black Pantera em NY – Chaene a direita

Mas e para o futuro, o que o setor de eventos/cultura pode esperar?

Esta é uma incógnita, uma equação que ainda não deve ter resposta por algum tempo. No Brasil, hoje, temos duas vacinas aprovadas pela Anvisa: “Pfizer” de Oxford e a “Coronavac” da “Sinovac” China, ambas hoje produzidas no Brasil pela “Fiocruz” e pelo ‘Butantan”, isso depois do governo brasileiro dificultar e oferecer uma grande resistência para a produção das mesmas, o que deve atrasar ainda mais o processo de imunização do povo brasileiro.

Estou escrevendo esse texto hoje (dia 22/02/2021), e, temos até agora pouco mais de 5.850.000 pessoas vacinadas em nosso país, considerando que a vacinação começou há cerca de um mês, a essa velocidade vai levar mais de 2 anos para vacinar os mais de 209 milhões de brasileiros. “aí a conta não fecha” como a gente costuma dizer aqui na Nerd Stickers. Não dá pra pensar em retomada de eventos pelo menos por enquanto no Brasil, desse jeito não.

Na França o governo vai permitir (de certa forma) que os festivais de verão, que ocorrem entre junho e julho, aconteçam com uma série de ressalvas e regras a serem cumpridas, por exemplo: 5000 Pessoas por Festival e todos sentados com distanciamento;

Essa medida beneficia com certeza os espetáculos de dança, teatro, música clássica etc., e, é um ponto muito positivo para a realidade francesa e dos milhares de trabalhadores do setor. A Europa como um todo deve manter a decisão. Mas vamos tentar ver outro lado dessa perspectiva, os eventos de “Rock n roll”, por exemplo, diversos festivais gigantescos por lá como o lendário “Hellfest”, que sim movimenta bilhões de euros a economia francesa e é considerado um dos maiores festivais de Heavy Metal do Mundo, resolveu adiar mais uma vez sua edição que aconteceria em 2019 para 2022.

Essa decisão seria exagero ou uma forma de se manifestar contra o governo? Com toda certeza NÃO É EXAGERO!!!! E sabe por quê? Porque o Hellfest em seus  4 dias de eventos recebia em média mais de 60.000 pessoas por dia, e outra,  quem aqui já esteve em algum festival de Rock, que seja aí na sua região mesmo, a não ser que seja um show acústico, me diga como que a galera fica sentada??? kkkk, eu sei que estou sendo saudosista, aquele “roqueiro’’ que adora entrar na “roda punk” (Ô Saudade de um “Mosh”), atenham-se ao primeiro motivo então, como escolher 5000 pessoas de 60.000?

Ok você não gosta de rock (Não é possível rsrsrs) traga essa realidade para a outros estilos e eventos, tipo as gigantescas “festas universitárias”, micaretas e carnavais fora de época, entre tantas outras formas de estar naquela “aglomeração” sonora que não cabem ou caberiam nesse formato né? Pois então! Muito complicado!!!

Inglaterra inaugura show com arena aberta e fãns em cercas

Cuidar de si é cuidar de todos

O fato é que bilhões de reais e milhões de brasileiros seguem sendo afetados pela pandemia, e que ainda leva um tempo para tudo se normalizar, até lá cabe a cada um de nós fazer a nossa parte. Tem um sticker aqui da firma que vai em todas as entregas com a seguinte frase Cuidar de si é cuidar de todose essa é a mais pura verdade meus amigos(as).

Sobre o setor de eventos cabe sim ao governo pensar em formas de socorrer e ajudar principalmente aqueles que sempre movimentaram todo o setor, mas nunca estiveram no topo da pirâmide se assim podermos dizer. Ahhh e você que tem amigos(as), familiares, conhecidos ou simplesmente gosta daquele artista que pouca gente conhece, ajude-o divulgando seu trabalho, compartilhando, ouvindo suas músicas nas plataformas de streaming, se inscrevendo em suas redes sociais, compartilhando suas poesias, pinturas, artesanatos, assistindo e colaborando com suas lives, peças de teatro, apresentações de dança etc.

A arte salva e todos nós, querendo ou não consumimos arte todos os dias, ainda mais ficando mais tempo dentro de casa. O que estamos vivendo hoje, vai passar com certeza, estará nos livros de história e contaremos aos nossos filhos e netos.

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#ColaComAgente

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Américo Horvath Júnior
Américo Horvath Júnior
1 mês atrás

Excelente texto Chaene, as pessoas estão tendo que se reinventar, famílias estão se unindo mais ou se desestruturando ainda mais, isso porque é um período de confinamento forçado, claro que há os irresponsáveis que desrespeitam as regras e por isso particularmente no Brasil é tudo mais difícil, mas realmente tudo isso vai ficar para a história como você bem escreveu e várias lições serão tiradas desse triste e conturbado período.

Welinton
Welinton
1 mês atrás

Sabe como o brasil e atrasado se a pamdemia acabar no resto do mundo no fim do ano aqui ainda vai demorar mais uns 2 pelo menos.

Jordanna Benaventana
Jordanna Benaventana
1 mês atrás

Excelente texto!!!! Precisamos conhecer a realidade desse setor e continuar fazendo nossa parte para que esse estado de pandemia acabe logo!!!!

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